por Jurema | jan 16, 2017 | Giro Gastronômico, Turismo, Turismo em Ilhéus
O Turista pensa que quando chegar em Ilhéus será um verão perfeito. A decepção já começa ao pôr os pés na cidade, ou o carro na Rodovia.
Um verão em Ilhéus é assim:
07:00- engarrafamento
08:00- engarrafamento
09:00- engarrafamento
11:00- engarrafamento
12:00- engarrafamento
14:00- engarrafamento
16:00- engarrafamento
18:00- engarrafamento
19:30 – engarrafamento
20:30 – engarrafamento
22:00 – engarrafamento.
Dias de semana e também final de semana.
Dia de show no Batuba Beach em Olivença é engarrafamento 24 horas em todos os bairros.
Além das praias quentes e belas e (com lixo)oferecemos um excelente desafio à sua paciência.
O Problema é que desde 1960 Ilhéus só tem uma Ponte, a Lomanto Júnior, única via de acesso para todos os bairros da Zona Sul , unindo o aumento exponencial do número de carros e motos, o investimento ZERO em Transporte Público e Mobilidade Urbana, o resultado só poderia ser o Caos, uma cidade Imóvel, Parada, Engarrafada, Inacessível, Ruim para visitar e para morar. Quando tem um protesto ou acidente??? Vixe, nem queira saber o transtorno!!!

Mesmo com a construção da Nova Ponte, temos de lembrar de 6 Grandes empreendimentos Imobiliários na Praia do Sul de porte considerável, o que vai trazer ainda mais carros às ruas. A imobilidade do turista é tão grande quanto a do morador.


Será que nenhum gestor imaginou que precisamos pensar em alternativas para tirar os carros das ruas? Não sou Urbanista, nem Arquiteta, mas cidadã do mundo, e é gritante e assustador como se encontra a cidade, tão antiga, histórica, linda e abandonada. Vamos lá para as coisinhas básicas:
1 – Ponte de Pedestre Pontal-2 de Julho – as pessoas querem andar, gostam de andar, mas as calçadas são horríveis, ruas sem iluminação e inseguras, do Pontal ao Centro em linha reta são alguns poucos metros, um bairro populoso mas que a comunidade ainda precisa de carro ou ônibus para se deslocar até o Centro. Quantos e quantos trabalhadores e profissionais liberais não deixariam seus carros em casa? Médicos, advogados, servidores públicos que poderiam facilmente ir andando por uma ponte de pedestre e ainda seria ponto turístico beneficiaria toda a cidade e os moradores de 5 bairros, Pontal, Jardim Pontal, Sapetinga, Nova Brasília, que apesar de tão perto geograficamente, precisam de ônibus e carro para se deslocar até o centro, por conta do contorno da baía do Pontal;
2- Ciclovia Av. Soares Lopes-Olivença, integrada à Ponte Nova ; Existem diversos grupos de ciclistas na região que podem colaborar com a idealização do projeto; a bicicleta é a grande solução de transporte para várias cidades no mundo, iria atrair turistas, serviços, aluguel, promoveria o esporte e a saúde, formaria uma outra mentalidade de ocupação e dinâmica urbana da cidade;
3- Ponte Vilela-Nelson Costa – conversava com um engenheiro que me expôs as facilidades urbanas que traria, os motivos técnicos que me apresentou e fiquei encantada, segundo especialistas é viável e possível. O Acesso para Canavieiras, Una e Zona Sul seria todo deslocado, ou seja, quem vem pela BR 101 não passaria mais pelo Centro da Cidade e desafogaria sensivelmente , além disso o tráfego de caminhões poderia também ser deslocado. Na cidade do Porto em Portugal, com um Rio, o Douro, e a mesma quantidade de habitantes existem 7 lindas pontes e inclusive todas são atrações turísticas;
4- Regulamentação de carga e descarga de caminhões; como pode em pleno verão , 08 horas da amanhã, cheio de turistas pela cidade, caminhões descarregando no fundo do Banco do Brasil e isto acontece cotidianamente, de sol a sol, chuva a chuva, é um absurdo;
5- Consolidação e instalação da Zona Azul; Mobilidade, também é rotatividade, se não tem vagas para todos os carros, tem de democratizar o uso das vagas, que é de competência municipal tal regulamentação, qualquer cidade com fluxo intenso de veículos precisa deste tipo de serviço. Não é privatizar o espaço público como alguns alegam, é democratizar o uso consciente e racional do espaço público.
6- As ideias mais simples, na minha cabeça, mas um sonho imenso para outros, seriam:
VLT Av. Soares Lopes-Ponte Nova-Praias do Sul até Olivença, um mega-projeto que iria impulsionar o turismo em nossa região
Metrô Itabuna-Ilhéus ao invés da Duplicação da Rodovia. A construção da nova pista só irá nos atender por 10 ou 15 anos, pois com mais e mais carros na rua, os engarrafamentos continuarão, ou outra alternativa seria a Duplicação como Auto-Pista, trecho direto, com saídas programadas e interligações com o trecho já existente pelas pontes. O trânsito entre Ilhéus e Itabuna também gera engarrafamentos pois todas as cidades próximas precisam utilizar desta Rodovia .
A cidade é linda, com riquezas imensas, que carrego no meu coração grapiúna, mas um pouquinho de criatividade e sonhos nos faria muito bem.
Jurema Cintra Barreto – advogada e amante de turismo e viagens
Leia também: Surf, comida natural e tranquilidade
Veraneando em Ilhéus
Lugares Pitorescos para se comer em Ilhéus
por Jurema | jan 9, 2017 | Blog, Giro Gastronômico, Turismo, Turismo em Ilhéus
Os turistas que vieram em Ilhéus em 2017 tiveram uma surpresa com a quantidade de engarrafamento, qualquer hora do dia e da noite, do Norte ao Sul.
Mas dentro do caos Ainda existem refúgios.
Muitas famílias e surfistas frequentam o Km 2 da rodovia Ilhéus – Olivença , num pedacinho de Praia chamado Pedra da Cachorra.

Todos dividem tranquilamente um gramado muito confortável com a paz tão almejada. O nome é referência de uma formação rochosa que aparece quando a maré está baixa.

Para nossa surpresa além da paz, da grama e das ondas podemos encontrar aquelas pérolas.
Barraquinhas de comida integral.
Coco verde, esfirra integral, salada de frutas e sanduíches veganos . Para quem tem restrição alimentar é um Bálsamo. Particularmente nunca tinha experimentado essa massa integral de Salgado que leva chia, linhaça, quinoa, aveia, etc, com recheio de Aratu… hummm delícia!!!!





Na Rodovia Ilhéus Olivença , após a Faculdade de Ilhéus vire à esquerda na placa de Paisagismo “Rosane Botelho”. Pronto, leve sua canga, lá terá esteira, almofadas, cerveja puro malte e lanches saudáveis. Outras famílias vão preparadas com tudo.
É uma nova forma de curtir a praia já que os preços em algumas barracas estão bem salgados.
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A vista e a Praia são ideias para o surf e esportes como Slack Line.

por Jurema | dez 20, 2016 | Blog, Direito
O advogado itabunense Anderson Sá de Oliveira encontrava-se preso há 07 meses por determinação da Vara Criminal de São Gonçalo no Rio de Janeiro. Sem respeitar suas prerrogativas legais não estava em sala de estado maior como determina o Estatuto da OAB, ficando recolhido em Bangu 8 na unidade para presos de nível superior.
A primeira audiência perante o juízo aconteceu neste último dia 15 de dezembro momento que se fizeram presentes seus advogados Maurílio Neto e Ramayana Melo, os representantes da Oab Rio de Janeiro, da OAB Bahia e do Conselho Federal e Dr. Sanzio Peixoto representando a OAB de Ilhéus, todos trabalhando arduamente nestes meses para a libertação de Dr. Anderson Sá.
O pedido de Liberdade Provisória feito pela defesa foi deferido. Ainda estamos aguardando informações sobre o Alvará de Soltura e seu retorno à Itabuna.
Com certeza foi o melhor presente de Natal para os amigos, colegas advogados e para a família que viveu momentos de angústia profunda.



Leia mais sobre o caso:
Ato Público em defesa de Dr. Anderson Sá
Após transferência para o Rio de Janeiro advogado ficou desaparecido
Bravata e Gravata- entendo a prisão ilegal de Anderson Sá
por Jurema | dez 20, 2016 | Blog, Direitos Humanos
Preciso de feminismo.Violência contra mulher , seja física , psicológica e simbólica não ter cor,
Não tem condição econômica
Não tem profissão
Não tem religião
Não tem idade,
Pelo que vejo em minha atuação como advogada de mulheres o machismo e a violência afeta todas indiscriminadamente.
Como Madonna disse em seu Discurso ao receber o prêmio de mulher do ano, deveríamos parar de nos julgar e nos apoiarmos mais, umas às outras.
Uma Delegada da Mulher foi flagrada numa cena terrível de agressão. Naquela festa a agredida não estava ali como delegada, estava como Companheira, uma mulher que apesar de sua profissão marcante, tem suas fragilidades, emoções, angústias, medos, uma mulher que ama, que sofre, que deve ter suas contradições internas. Ali não se encontrava uma delegada racional, pois quando estamos no meio de um tumulto somos absolutamente passionais, não pensamos, não refletimos. O CULPADO é o agressor.
Sim, temos uma certa cegueira intencional como explica Theodore Dalrymple, não é fácil nos depararmos com a pessoa que amamos e gostamos, e está mesma pessoa em determinado momento, como neste caso em um ambiente público, nos maltratar, desrespeitar, agredir, machucar, e ferir brutalmente uma terceira pessoa.
Amar quem não nos ama, está aí um grande dilema da baixa estima. Ou amar quem acredita que o amor é poder, dominação e agressão. Muitos homens acreditam que esta é a única forma de demonstrar afeto, afetuosidade negativa que muitos tiveram a vida toda em suas casas. Quantos homens e mulheres não viram suas avós, mães e irmãs serem agredidas e repetem o ciclo vicioso de miséria moral, os homens repetem o bater, as mulheres repetem o apanhar caladas. Querem nos fazer acreditar que isto nunca vai mudar e muitas mulheres acreditam que não tem jeito e sofrem caladas anos e anos, um sofrimento incalculável, inominável, que atualmente nos reportamos de machismo e sexismo.
As leis de combate à violência foram e são importantes pois punem e foram construídas com ampla participação popular. As mulheres, com o disk 180, se sentem mais empoderadas de denunciar, mas os casos continuam subindo: eles não param de bater, ninguém vai ao Google baixar a lei antes de te xingar, acredite!
Sou defensora ferrenha da Lei Maria da Penha pois acredito na eficácia das medidas protetivas, mas também acredito que uma mudança de mentalidade dos homens não se dará apenas com o texto da Lei.
Precisamos entender e trabalhar a psiquê desses agressores, urgentemente. Os juízes podem determinar que participem de sessões de reflexão, terapia em grupo, enfim, enquanto a cultura de paz não estiver na mente de homens e mulheres o ciclo da violência se repetirá.
Jurema Cintra Barreto- advogada militante e defensora de Direitos Humanos
Veja também : Assédio de Mulheres em Redes Sociais
Lei Maria da Penha faz aniversário