A Casinha Vermelha de Iramaia

A Casinha Vermelha de Iramaia

Quem diria que me uniria a uma amiga e montaríamos um Airbnb ? Esse projeto surgiu assim, por acaso, quando o vizinho foi trabalhar fora e decidiu alugar a casinha,

Ela estava com um grafite lindo de Nossa senhora, “a santinha”, mas o desgaste do tempo foi cruel. Assim, decidimos , eu e Taliva pintarmos de vermelho e fizemos isso com nossas própias mãos, ela ainda convocou os irmão e pronto.

Se você quer vir para o Povoado da Raposa, ter um quintal com Fogão à lenha, horta, roda de fogo e uma vista espetacular, a Casinha Vermelha é seu achadinho. Aqui cabe 05 pessoas bem confortável e até 08 no sofá cama, aceita PET e tem bastante privacidade.

São 3 quartos, uma sala espaçosa, wi-fi e o quintal mais lindo deslumbrante. É vegetação nativa dos campos rupestres que dá um mirante da Imensa Cachoeira do Fundão, com 225 metros de altitude.

Vista do Quintal privativo

Se você quer curtir um povoado pequeno, com turismo de base comunitária, com trilhas e cachoieras vazias, seu refúgio é o Povoado da Raposa.

Para entrar em contato conosco basta ennviar mail para falecomjurema@gmail.com ou pelo telefone 073-991128849

Os hóspedes ainda recebem 01 manual de boas vindas com todas as informações úteis como contato de guias de turismo, casas de moradores para refeições, restaurantes e atrativos naturais.

leia também: Qual aeroporto masi perto da Chapada Diamantina

Qual aeroporto mais perto da Chapada Diamantina ?

Qual aeroporto mais perto da Chapada Diamantina ?

Qual aeroporto é mais perto da Chapada? Existe nesta pergunta um erro conceitual e geográfico, a Chapada Diamantina são 40 municípios se contarmos o entorno. O Parque Nacional da Chapada Diamantina é uma unidade de conservação federal e foi criada em 1985, há 41 anos, ou seja, tudo vai depender se você quer ir para Chapada Norte, Chapada Velha, Chapada Sul ou Chapada histórica, assim o melhor aeroporto é diferente.

Mapa de acesso rodoviário à Chapada Diamantina. Fonte: http://www.guiachapadadiamantina.com.br/como-chegar/mapa-e-acesso/

Se você quer ir para Morro do Chapéu, Jacobina ou Campo Formoso na Chapada Norte, melhor seria pousar via Salvador no Aeroporto 2 de julho, me recuso a chamar o outro nome. Depois alugar um carro e partir via BR 324 e depois estrada do feijão.

Se você quer ver a Chapada Histórica, Lençóis, Palmeira e o famoso Vale do Capão e a Fazenda Pratinha no município de Iraquara tem um aeroporto que te deixa na beirinha, que é o Horácio de Matos em Lençóis, porrém os vôos são muito caros, contudo vale a pena por que você não irá dirigir quase nada. As opções de aluguel de carro são bem menores e por isso reserve com muita antecedência locação ou transfer das agências de turismo.

Agora a cereja do bolo e que quase ninguém te fala, o aeroporto de Vitória da Conquista, Glauber Rocha, tem vôos diretos de montão de cidade do Brasil, foi ampliado, tem ótimo preço de passagem, até com milhas e te deixar apenas 02:30 h de Chapada Sul, saindo de lá pegar a BA 142 via Anagé e já bate em Itaaçu, onde tem o balneário Moendas e a Gruta da Mangabeira, voilá, mais 01 hora, estarpá na fascinante Mucugê e na vinícola Uvva. Bem menos tempo de viagem de Salvador para Lençóis que a depender do feriado terá um trânsito monstruoso na BR 324, às vezes de 4/5 horas apneas para fazer 100 km. Via Vitória da Conquista fica mais acesso à Piatã onde tem o pico dos Barbados, o mais alto do Nordeste que é atrativo de montanhistas, onde tem fazendas com cafés especiais abertas à visitação, Abaíra, Iramaia para acesso à Serra da Raposa e Ibicoara, cidade da Famosa Cachoeira do Buracão.

Cachoeira da Matinha/Mucugê

Vitória da Conquista tem boa malha aérea, tem todas as grandes locadoras de carro, clique aqui e faça busca e tem estrutura hoteleira com redes regionais e nacionais para suporte caso pegue aquele voo noturno.

Quer ficar em hospedagens únicas? Faça sua conta no Airbnb e ganhe desconto com nosso link e ainda jua o blog a se manter;

Atuo como Travel Design, monto seu roteiro estruturado, dia-a-dia, da hora que você sai de casa ou do aeroporto até seu retorno. Neste mapa de viagem, terá a melhor rota rodoviária, o contato dos guias, casas de família de TBC-Turismo de Base Comunitária, mirantes, restaurantes imperdíveis, pratos saborosos, lojinhas, artesanatos, produtos para compras, feira livres e ainda ficamos à disposição para tira-dúvidas via Whatsapp. Contatos pelo mail : falecomjurema@gmail.com ou Instagram:juremacintra

Leia também: Roteiro de 15 dias na Chapada Diamantina

Quais as principais dúvidas para montar um bom roteiro para Chapada Diamantina ?

Povoado da Raposa e o luxuoso Chalé das Mangabas

15 dias Raposeando

15 dias Raposeando

Roteiro longo pela Chapada Diamantina Sul

Você tem vontade de passar uma temporada na Chapada Diamantina? Mas fazer aquele roteiro slow travel? Com tempo para desfrutar, comer bem e não ficar tanto tempo dentro do carro indo prum canto e pra outro ? Então a primeira dica é : fuja de agências predatórias. Para viver o lugar é preciso ir por conta e seguir as orientações dos nativos.

Eu sou de Seabra e vou te contar como viver dias intensos e ao mesmo tempo relaxantes a partir do que vivi no verão de 2026, segue o fio. Eu fiquei hospedada no Chalé das Mangabas , a nossa acomodação aqui em Iramaia. Eu não estava a fim de nenhuma badalação, só viver e curtir a paisagem e boa companhia dos moradores locais, as vezes é isso que você está preciasndo: PAZ, desconexão com redes sociais.

1º dia– chegada via Ibicoara, compras fartas nos mercados, hortifruti, padaria, eu não queria voltar a cidade para absolutamente nada;

2º dia– Fui conhecer as instalações do Festival Torus e tomar banho no Brejinho;

3º dia- Cachoeira do Fundão por baixo e piquenique ;

4º dia– Cachoeira do Fundão por cima e curtir até por do sol;

5º dia– Curtir Chalé, comidinha caseira, ir no Bar de Dona Leninha e atividade de noite na Casa de Cultura;

6º dia– Cachoeira Raízes , Escorrega, final do dia Pastel de palmito de Jaca em Sanção Lanche no vampo Redondo;

7º dia– Cachoeira do Licuri + por do sol e Povoado do Campo Redondo com direito a feirinha no Circo Redondo + Pizza no Bistrô A Camponesa;

8º dia- Cachoeira do Buracão, com direito a Rapel, Tirolesa, cachaçaria artesanal e Museu Igaraçu ;

9º dia– Cachoeira da Vendinha com Pinturas no Rupestres , almojanta na casa dos nativos (Neinha ou Taliva), claro que foi galinha caipira, pois a trilha é de nível moderado ;

10º dia– Ida para Mucugê – almoço e tour na Vinícola Uvva- dormida em Mucugê- curtir a noite na cidade histórica – jantar no Odeon Bistrô;

11º dia – Café da manhã na Pousada Café Preto Mucugê – saída de Quadriciclo até a trilha da cachoeira da Matinha- almoço no Bistrô Cantinho da Serra em Mucugê – Visita ao cemitério Bizantino, – Retorno para Ibicoara – compras no mercado e hortifruti;

12º dia – Descando e curtir o Povoado da Raposa- foi dia de catar muita mangaba e teve jogo de futebol feminino por aqui e noite do hamburguer;

13º dia – Acordar cedo e partir para Cachoeira do Herculano em Itaetê , trilha moderada e almojanta na comunidade de Colônia- retorno tardio;

14º dia– Descanso na Raposa, curtir por do sol e roda de fogueira

15º dia – Retorno para cidade de origem

Ufa, viram, como tem coisas para fazer todo dia ? E eu não quis lotar para o corpo ter tempo de se recuperar, tomar banho bom de banheira, ler livros de fotografia, desacelerar mesmo.

Além de alugar o Chalé, eu atuo como Travel Design, monto seu roteiro estruturado, dia-a-dia, da hora que você sai de casa ou do aeroporto até seu retorno. Neste mapa de viagem, terá a melhor rota rodoviária, o contato dos guias, casas de família de TBC-Turismo de Base Comunitária, mirantes, restaurantes imperdíveis, pratos saborosos, lojinhas, artesanatos, produtos para compras, feira livres e ainda ficamos à disposição para tira-dúvidas via Whatsapp. Contatos pelo mail : falecomjurema@gmail.com ou Instagram: juremacintra

Leia também: Chapada Diamantina para crianças

Como chegar de avião na Chapada Diamantina

Road Trip na Chapada Diamantina

Lua de Mel na Chapada Diamantina

Lua de Mel na Chapada Diamantina

Quem não sonha com um lugar lindo e paradisíaco para aquele descanso pós-casamento ? A Lua de Mel é um momento muito especial e os destinos na Bahia sempre estiveram associados à praia, pois anuncio que estamos em franca mudança de território.

No Chalé das Mangabas, na Zona Rural do município de Iramaia, uma cachoeira de 225 metros sela o amor de noivos, namorados e casais apaixonados.

Com uma paisagem estonteante da Chapada Diamantina Sul, o Chalé é todo preparado pelos moradores com itens de Luxo para momentos inesquecíveis.

1- Decoração romântica personalizada;

2- Buquê de flores naturais, ou de fitas de seda, ou de bombons;

3- Espumantes brasileiros selecionados;

4- Cesta de frutas da agroecologia;

5- Kit banho especial com cosméticos de uva;

6- Refeições feitas de forma artesanal e com itens da agricultura familiar;

7- Cesta de café da manhã decorada;

8- Café de altitude orgânico.

A banheira de imersão com vista para Cachoeira é o ponto alto da hospedagem, incluindo sais de banho e rende fotos dignas de premiações.

FOTO: George Luz – parceiro/ Modelo : Larissa

O pacote romântico são 2 diárias para contemplar e desfrutar do Povoado da Raposa, na Chapada Diamantina, região próxima ao Parque Nacional, banhadas por rios, cachoeiras, pinturas rupestres, grutas e cavernas e muita cultura popular como o Terno de Reis, Samba de Roda, Casas de Farinha que guardam modo tradicional de vivência do povo Chapadeiro. Tranquilidade, silêncio, romantismo, o foco é o bem-estar total dos visitantes.

Conforto, luxo, natureza e turismo rural de base comunitária, é a proposta do empreendimento. Atuando numa rede econômica virtuosa, os moradores ainda oferecem serviços extras como Massoterapia e Aquaterapia, com relaxamento na Cachoeira , Ensaio Fotográfico Romântico no próprio Chalé das Mangabas e trilhas para desfrutas dos atrativos naturais como a Cachoeira do Fundão por cima, por baixo, Cachoeira do Licuri, Cachoeira da Vendinha e Pinturas Rupestres.

A permanência pode ser estendida com aquisição de mais diárias com preços que variam entre final de semana e descontos em dias de semana, exceto feriados.

Já se imaginou de branco, com esse monumento que é a Cachoeira do Fundão quando chove ?

Reservas via email e telefone: chaledasmangabas@gmail.com ou 073-991128849

Confira mais fotos e vídeos no Instagram Chalé das Mangabas

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O que a Chapada Diamantina Sul tem ?

Povoado da Raposa e Chalé das Mangabas

Viajar é se emocionar                                                             Destinos rurais em Santa Catarina

Viajar é se emocionar Destinos rurais em Santa Catarina

Viajar é se emocionar, pelo menos para mim. Eu gosto de chamar as pessoas pelo nome, desde um garçom até o dono do restaurante, gosto de olhar nos olhos, ir na feira livre, fazer perguntas e sentir o povo.

Povos, o Brasil é um país de povos, de comunidades rurais tão diferentes e vibrantes, que, ir ao seu encontro é uma atividade quase infinita. Recebi um desses convites para ver um povo, até então, para mim, desconhecido, um povo brasileiro cheio de sorriso largo, que vive bem distante, e que guarda memórias em sua culinária, roupas, brinquedos, arquitetura.

A convite do SEBRAE – Santa Catarina e da Abractur, participei da FAMTOUR Rota Encantos do Planalto Norte Catarinense; pois é, viajar tem desses mistérios, ir para um lugar que eu nunca tinha ouvido falar, nem sobre geografia, clima, cultura, nadinha, nadinha, nadinha, e essas descobertas é o que me move, chegar com coração puro, mente vazia, e só receber, receber e o quanto essas pessoas tem para dar, chega dá vontade de chorar. Viajar é se emocionar com o tamanho da partilha, com o calor do encontro, com o colorido dos sentimentos e o azul dos céus das matas de araucária.

Eu carrego nome de árvore, Jurema, planta catingueira e resistente, e, a araucária me traz uma similaridade significativa, único pinheiro brasileiro que resiste heroicamente a todo tipo de devastação ambiental desde 1500. Desde o momento que cheguei via aeroporto de Curitiba eu fico olhando de forma insistente para suas copas largas, olho e olho para cima, como se ali, eu fosse uma criancinha e ela minha grande avó, como a personagem Mafalda, que olha pra cima para falar com adultos, eu sinto que essas árvores dialogam comigo, e os encantados que as cercam, não por acaso eu sou Jurema ao CUBO, por que até meu Orixá é Iroko, a grande árvore.

No caminho para Papanduva, mais e mais encantados verdes, mais e mais encontros. Com os colegas de FAMTOUR tive conexão imediata, pessoas que contam histórias e estórias e assim nos estimulam neste movimento. Viajar é movimentar-se , é imigrar por alguns dias, para locais distantes e se abrir ao novo, provar o novo, experimentar o novo, ao ponto de transformar o simples, em incrível.

Uma geleia de tangeriana é tão simples, mas, é incrível colher as bergamotas, assim são chamadas este cítrico, sob a neblina densa e pesada nos campos rurais de Itaiópolis. Uma paisagem daquelas que a gente aqui do Nordeste só vê em filmes, é adentrar pelo plúmbeo das gotículas , respirar o ar gélido e se deliciar com o frescor e azedinho da tangerina. Uma foto ou vídeo nunca serão capazes de expressar este sentimento de abundância dos frutos generosamente oferecidos no sítio Ebenezer.

Uma geleia de amora, é tão simples, não fosse a incrível história de uma mulher agricultora que teve a coragem de plantar e colher frutos até na política, uma família sozinha cuidando das ovelhas, do pasto, da horta, da agricultura de frutas vermelhas, e da recepção dos turistas como foi no Sítio Campina em Monte Castelo.

Uma pintura de um galinho colorido na parede é tão simples, não fosse a incrível habilidade de uma família de descendentes de poloneses em guardar receitas de seus antepassados por mais de um século, não fossem as mãos artísticas que pintam artes visuais por toda uma comunidade, seja na restauração do Museu e da igreja, e também nas artes culinárias, como foi no Pierogarnia Lis, pequeno e imperdível restaurante em Alto Paraguaçu em Itaiópolis, altíssima gastronomia tradicional. A incrível saga desta família que nos faz acreditar que sim, o interior do Brasil tem charme tão brasileiro, por que é essa diversidade que o faz tão rico.

Um chazinho é uma coisa simples, não fosse a incrível saga de manter viva a tradição indígena da erva mate, da agricultura regenerativa que os produtores estão a cada dia com mais empenho, como vi em Canoinhas. Gelado, frio, chimarrão, tereré ou picolé, erva mate é uma unanimidade, nas praias do Sudeste, no Sul , nas fronteiras e no Nordeste.

É emocionante o empenho das mulheres “faca na bota” para o bem receber, o bem servir, o bem abraçar, cada descida do ônibus era um carinho, um afago, um presente, um chamego, é um povo que vê a vida mudar por causa do turismo rural e do turismo regional, agora só falta o resto do país conhecer o norte de Santa Catarina, o turismo é agregador, o turismo de experiência faz com que olhemos nos olhos e sintamos as emoções, nos faz partilhar a mesa e o pão com os diferentes, num tempo de tanta polaridade extremista e burra, o turismo rural celebra a PLURALIDADE QUE VIBRA, que expande, que abraça.

O olhar simples e gentil da Cris, minha companheira nestes dias gélidos, o olhar determinado da Cintia e da Gláucia, as turismólogas responsáveis técnicas pelo evento, o olhar atencioso do nosso motorista, e de tantos trabalhadores, artistas, artesãos, que transformaram esta FAMTOUR de um acontecimento simples em incrível. Olhar, sentir, provar, viver, a Rota Encantos do Planalto Norte é isso. Olhares que acolhem.

Estendo estas palavras para todas as mulheres rurais, de todo o país, que abrem suas casas e pequenas propriedades para receber turistas, de norte à sul. Desejo que elas recebam com igualdade de oportunidades os investimentos turísticos e econômicos, que elas tanto precisam para que cada dia possamos sentir mais e mais vontade de viajar e com muito mais dignidade para todos.

Entre pés de juremas e araucárias sigo feliz por estes caminhos verdes do Brasil.

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