Recebo sempre esta pergunta: fico quantos dias em Ilhéus?
A maioria dos viajantes tem muita dificuldade em fechar roteiros por que infelizmente esta cidade abençoada, linda e de 490 anos não tem secretaria de turismo, nem política de turismo. É surreal que os produtos não estejam formatados.
Vamos lá ,que a gente vai vencer esses incautos políticos politiqueiros, com diversão e alegria.
Sim, separe no mínimo 05 dias para Ilhéus.
PRIMEIRO DIA
Chegue bem, almoce legal e faça um city tour, não esqueça que não tem investimento público, então contrate um bom guia, caso contrário, não tem placas e você vai achar a cidade chata e sem graça. Tudo depende de como te contam as histórias reais e nababescas de Ilhéus. Sempre indico meu amigo Gregório (073998692144) , vale cada minutinho caminhando com ele pelo centro histórico. Lembre-se de provar Suco de Cacau na lanchonete Berimbau, de tomar chopp no Vesúvio e de 16/17 ver as maritacas na Praça da Dom Eduardo, onde está a Catedral de São Sebastião.
SEGUNDO DIA
Turismo náutico, agende visita de dia inteiro no Rio do Engenho. Para ir ligeiro, indico a lancha Royal Charlote com Vitamina (073-998351663) ou Dolphin passeios com Zé Roberto no 073 981430466 , viagem vai durar 20 minutos no máximo, ainda passa pela ponte estaiada e centro da cidade via baía do pontal, depois ele volta e sobe o Rio de Santana até o povoado histórico. Mas se você quer ver o manguezal os animais, aves e quer curtir a paisagem, vá de barco po-po-po, aqueles dos pescadores mesmo, indico seu Gaspar(073-981311917).
Com Dolphin Pesca e Passeio
Tem aquele diferencial de levar um cooler, cervejinha, petiscos e ir curtindo a ida e volta. Lá tem 2 restaurantes legais indico o “Netos da Gabriela” de Maron, peixe com molho de gergelim, delicioso, quibe, todo o cardápio, serviço de excelência, o espaço é imenso e perfeito para ir com crianças, standup, canoa, prancha, bola de futebol, fazendinha de cacau, Caminho Feliz e a 2a igreja rural mais antiga do país, a Capela de Santana. Eu amo o Rio do Engenho e não canso de ir lá. Tem um outro restaurante Delícias do Engenho, é mais requintado, tem cardápio de cachaças bem legal.
No retorno ainda tem o por do sol da Sapetinga e tomar café e bolo no Café Fino Grão.
Vocês estará cansado de tanto banho de rio, então curta uma pizza na Massa pizzaria artesanal o na Pizzaria do Hotel Jardim Atlântico(aberta ao público) e durma mais cedo. Quer ir para balada ? KKKK, Não conte comigo, muito tempo sem frequentar , mas tem Mar Aberto e Baronesa, um espaço LGBT, esse eu recomendo mesmo, para incentivar a diversidade.
TERCEIRO DIA
Fazendas de Cacau e Praia . Você pode escolher
Fazenda Yrerê na manhã+ Camarões e Mariscos (almoço) + Praia do Sul (de tarde)
Fazenda Capela Velha (manhã) + Cabana do Bobô (almoço) + Praia do São Miguel (de tarde) – é a praia da Cabana mesmo
Fazenda Capela Velha (manhã) + Cabana da Empada (almoço) + Restaurante e Praia do Sargi (de tarde) – é a praia da barraca mesmo no litoral Norte, sentido Itacaré + Tapioca de Noite em Serra Grande
Fazenda Conduru /Dengo Origem (manhã) + Restaurante Cabruca (dentro da Dengo/almoço) + Café na Colina Benevides (tarde) + Por do sol na Sapetinga
Já falei e vou repetir, dia de chuva é excelente para ir nas Fazendas de Cacau
De noite não deixe conferir um restaurante bem ilheense como Marostica, ou Morro dos Navegantes ou o Pub Bela Vista.
QUARTO DIA
Turismo náutico na Lagoa Encantada. Você vai pegar um barco em Sambaituba ou na Vila Juerana, fale com nosso amigo Babito e ele conseguirá o barco ideal. É passeio de dia inteiro, você terá de agendar como barqueiro e o restaurante 1 dia antes. Eu amo comer pitu, galinha caipira , etc. Já falei aqui como é esse passeio. A viagem pelo Rio Almada é belíssima e não tem nada haver com o Rio do Engenho, acredite você não vai enjoar. Chegando lá tem banho de rio, tem a trilha até o véu de noiva, tem cachoeira, tem lendas, tem comida regional, é o máximo.
De noite vá nos barzinhos famosos, como Vesúvio Praia, ou Buteco do Posto, ou Boteco Sushi.
QUINTO DIA
Praia, praia , praia né. Comece o dia fazendo uma caminhada do Morro de Pernambuco , a volta no morro é massa e ali atrás tem a praia da Concha. Pegar o carro e ir até Olivença e Praia dos Lençóis também é uma delícia. Ir para Ilha do Desejo ou curtir as barracas da praia do Sul. Caminhar do Opaba/aeroporto até o Cururupe é uma maratona legal e não tem nenhum obstáculo natural, mas capricha no protetor solar e boné. No Norte a Praia do Sargi com suas pocinhas é uma delícia, olhe a tábua de maré antes.
Por favor não deixem de provar nossas moquecas, catado de aratu, lambreta, guaiamum, caranguejo, aipim frito, pitu, drinks com Mel de Cacau e Cacau. Sempre prestem atenção nos preços dos cardápios.
No Sul eu gosto de ir na Cabana Ribeiro e na Cabana Espelho D’água. No Norte na Cabana do Sargi. Ainda farei um rankig de todas as cabanas de Ilhéus, é meu sonho, me convidem.
Viu ???? Como tem coisas para fazer ??? Nem falei do Mirante do Outeiro, da Praça do Canhão e do abará dia de sábado, do feijão de Sodré, do Museu da Piedade, da terreiro Matamba Tombenzi Neto, dos eventos culturais, das feirinhas de economia criativa como Ciranda, Rua Viva e feira da Sapetinga e do Pontal, do festival do Chocolate.
Viu ??? ou tá cego??? Ilhéus tem muita atração , é uma pena que os incautos da prefeitura não invistam recursos e tempo para mostrar essas belezas ao mundo. E não tem fotos de propósito para você ficar na vontade e pesquisar os outros artigos do blog e mais ainda, venha conhecer com seus olhos.
Qual aeroporto é mais perto da Chapada? Existe nesta pergunta um erro conceitual e geográfico, a Chapada Diamantina são 40 municípios se contarmos o entorno. O Parque Nacional da Chapada Diamantina é uma unidade de conservação federal e foi criada em 1985, há 41 anos, ou seja, tudo vai depender se você quer ir para Chapada Norte, Chapada Velha, Chapada Sul ou Chapada histórica, assim o melhor aeroporto é diferente.
Mapa de acesso rodoviário à Chapada Diamantina. Fonte: http://www.guiachapadadiamantina.com.br/como-chegar/mapa-e-acesso/
Se você quer ir para Morro do Chapéu, Jacobina ou Campo Formoso na Chapada Norte, melhor seria pousar via Salvador no Aeroporto 2 de julho, me recuso a chamar o outro nome. Depois alugar um carro e partir via BR 324 e depois estrada do feijão.
Se você quer ver a Chapada Histórica, Lençóis, Palmeira e o famoso Vale do Capão e a Fazenda Pratinha no município de Iraquara tem um aeroporto que te deixa na beirinha, que é o Horácio de Matos em Lençóis, porrém os vôos são muito caros, contudo vale a pena por que você não irá dirigir quase nada. As opções de aluguel de carro são bem menores e por isso reserve com muita antecedência locação ou transfer das agências de turismo.
Agora a cereja do bolo e que quase ninguém te fala, o aeroporto de Vitória da Conquista, Glauber Rocha, tem vôos diretos de montão de cidade do Brasil, foi ampliado, tem ótimo preço de passagem, até com milhas e te deixar apenas 02:30 h de Chapada Sul, saindo de lá pegar a BA 142 via Anagé e já bate em Itaaçu, onde tem o balneário Moendas e a Gruta da Mangabeira, voilá, mais 01 hora, estarpá na fascinante Mucugê e na vinícola Uvva. Bem menos tempo de viagem de Salvador para Lençóis que a depender do feriado terá um trânsito monstruoso na BR 324, às vezes de 4/5 horas apneas para fazer 100 km. Via Vitória da Conquista fica mais acesso à Piatã onde tem o pico dos Barbados, o mais alto do Nordeste que é atrativo de montanhistas, onde tem fazendas com cafés especiais abertas à visitação, Abaíra, Iramaia para acesso à Serra da Raposa e Ibicoara, cidade da Famosa Cachoeira do Buracão.
Cachoeira da Matinha/Mucugê
Vitória da Conquista tem boa malha aérea, tem todas as grandes locadoras de carro, clique aqui e faça busca e tem estrutura hoteleira com redes regionais e nacionais para suporte caso pegue aquele voo noturno.
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Atuo como Travel Design, monto seu roteiro estruturado, dia-a-dia, da hora que você sai de casa ou do aeroporto até seu retorno. Neste mapa de viagem, terá a melhor rota rodoviária, o contato dos guias, casas de família de TBC-Turismo de Base Comunitária, mirantes, restaurantes imperdíveis, pratos saborosos, lojinhas, artesanatos, produtos para compras, feira livres e ainda ficamos à disposição para tira-dúvidas via Whatsapp. Contatos pelo mail : falecomjurema@gmail.com ou Instagram:juremacintra
Você tem vontade de passar uma temporada na Chapada Diamantina? Mas fazer aquele roteiro slow travel? Com tempo para desfrutar, comer bem e não ficar tanto tempo dentro do carro indo prum canto e pra outro ? Então a primeira dica é : fuja de agências predatórias. Para viver o lugar é preciso ir por conta e seguir as orientações dos nativos.
Eu sou de Seabra e vou te contar como viver dias intensos e ao mesmo tempo relaxantes a partir do que vivi no verão de 2026, segue o fio. Eu fiquei hospedada no Chalé das Mangabas , a nossa acomodação aqui em Iramaia. Eu não estava a fim de nenhuma badalação, só viver e curtir a paisagem e boa companhia dos moradores locais, as vezes é isso que você está preciasndo: PAZ, desconexão com redes sociais.
1º dia– chegada via Ibicoara, compras fartas nos mercados, hortifruti, padaria, eu não queria voltar a cidade para absolutamente nada;
2º dia– Fui conhecer as instalações do Festival Torus e tomar banho no Brejinho;
3º dia- Cachoeira do Fundão por baixo e piquenique ;
4º dia– Cachoeira do Fundão por cima e curtir até por do sol;
5º dia– Curtir Chalé, comidinha caseira, ir no Bar de Dona Leninha e atividade de noite na Casa de Cultura;
6º dia– Cachoeira Raízes , Escorrega, final do dia Pastel de palmito de Jaca em Sanção Lanche no vampo Redondo;
7º dia– Cachoeira do Licuri + por do sol e Povoado do Campo Redondo com direito a feirinha no Circo Redondo + Pizza no Bistrô A Camponesa;
8º dia- Cachoeira do Buracão, com direito a Rapel, Tirolesa, cachaçaria artesanal e Museu Igaraçu ;
9º dia– Cachoeira da Vendinha com Pinturas no Rupestres , almojanta na casa dos nativos (Neinha ou Taliva), claro que foi galinha caipira, pois a trilha é de nível moderado ;
10º dia– Ida para Mucugê – almoço e tour na Vinícola Uvva- dormida em Mucugê- curtir a noite na cidade histórica – jantar no Odeon Bistrô;
11º dia – Café da manhã na Pousada Café Preto Mucugê – saída de Quadriciclo até a trilha da cachoeira da Matinha- almoço no Bistrô Cantinho da Serra em Mucugê – Visita ao cemitério Bizantino, – Retorno para Ibicoara – compras no mercado e hortifruti;
12º dia – Descando e curtir o Povoado da Raposa- foi dia de catar muita mangaba e teve jogo de futebol feminino por aqui e noite do hamburguer;
13º dia – Acordar cedo e partir para Cachoeira do Herculano em Itaetê , trilha moderada e almojanta na comunidade de Colônia- retorno tardio;
14º dia– Descanso na Raposa, curtir por do sol e roda de fogueira
15º dia – Retorno para cidade de origem
Ufa, viram, como tem coisas para fazer todo dia ? E eu não quis lotar para o corpo ter tempo de se recuperar, tomar banho bom de banheira, ler livros de fotografia, desacelerar mesmo.
Além de alugar o Chalé, eu atuo como Travel Design, monto seu roteiro estruturado, dia-a-dia, da hora que você sai de casa ou do aeroporto até seu retorno. Neste mapa de viagem, terá a melhor rota rodoviária, o contato dos guias, casas de família de TBC-Turismo de Base Comunitária, mirantes, restaurantes imperdíveis, pratos saborosos, lojinhas, artesanatos, produtos para compras, feira livres e ainda ficamos à disposição para tira-dúvidas via Whatsapp. Contatos pelo mail : falecomjurema@gmail.com ou Instagram: juremacintra
Os pontos turísticos de Ilhéus vem se ampliando, o destino está finalmente sendo divulgado como merece, e a agenda nacional e internacional da Secretaria de Turismo está a todo vapor.
Mas sabe aqueles cantinhos, que só moradores frequentam? Que é bom, bonito e barato, mas está TOTALMENTE fora do circuito ?
Milhares de turistas passam na sua porta, mas não dão valor, seja por que fica num bairro de vulnerabilidade social, ou por que a rodovia BR 415 requer atenção e geralmente o motorista tá com pressa de chegar, ou por que simplesmente os donos estão mais preocupados com qualidade, e, atender bem quem chega, do que fazer post bonitinho. Aliás, post bonitinho e restaurante ordinário a internet tá cheia.
Já são quase duas décadas frequentando a Churrascaria Recanto Nosso Lar no bairro Banco da Vitória em Ilhéus. Sei o nome do dono ? Não. Sei quem ele é : SIM; ele vai em todas as mesas cumprimentar cada pessoa, um poço de gentileza e isso falta nos dias de hoje, a gente chega no lugar chique e tem garçom de cara fechada(eu como defendo trabalhador sempre acho que o salário está atrasado e deve ser péssimo trabalhar ali). Neste lugar que deveria ser turístico, a gentileza e simpatia de todos os atendentes reinam. Pensa num “case de sucesso”, é um lugar que estudante de gastronomia devia fazer estágio. É sucesso e casa cheia o ano todo. Tudo funciona rápido e com eficiência, é impressionante, nunca entrei na cozinha, mas o entra e sai, demonstra que montaram um esquema que deu certinho, é experiência e comprometimento.
Tem aquela história do padrão? Então, me impressiona que não importa quando você for lá, hoje, ou daqui um ano, casa cheia ou casa vazia, a salada virá cortada e montada do mesmo jeito, até as folhas de hortelã miúdo, tem uma posição exata e precisa, a couve impecavelmente fatiada fininha, dá gosto de ver e comer, azeite do bom… casa simples com azeite bom, nem precisa lembrar que tem restaurante chique por aí trocando azeite por óleo composto. A carne sempre estará suculenta, a cebola assada no ponto ideal, a farofa de banana…. ahhh .. a farofa de banana…. a farofa … eu sou apaixonada, eu amo, eu adoro, eu recomendo, eu admiro de quem sejam as mãos que criaram a receita naquela medida exata de farinha, de manteiga e de banana da terra não tão madura, não tão verdosa.
Existe ali naquele prato um equilíbrio de sabor raro de acontecer na gastronomia. A farofa é molhadinha, mas não é gordurosa, a banana é doce, mas não tanto, os torresmos são espetáculo de crocância. A genialidade geralmente é vista em pratos com nomes estranhos e complexos(espuma disso, mousse daquilo), mas aqui em Ilhéus o simples se tornou genial com ingrediente tão nosso, tão brasileiro, tão ancestral, que é a farinha de mandioca. Chefs de cozinha do mundo inteiro deveriam vir à Ilhéus para experimentar a melhor farofa do mundo. Exagero desta escritora ? Não sei, posso ser hiperbólica ? muitas vezes, contudo, entretanto , todavia, eu viajo para comer, segundo meu Mapa no TripAdvisor eu andei 13% do mundo(pouco, quero mais), acredito que comi muita farofa em muito lugar e fui em bons restaurantes, eu afirmo sem qualquer erro ou modéstia, até por que esta avaliação é genuína: a carne do Recanto Nosso Lar e a Farofa de banana é um dos melhores churrascos do Brasil e do Mundo. É tudo bom e pronto.
Termina aqui não, tem lugar que a carne é boa , mas o acompanhamento falha, aqui não. Arroz é sempre soltinho, quentinho, um amorzinho. O feijão fradinho outro patrimônio cultural desta Bahia gigante, o feijão fradinho tropeiro e nutritivo, gostoso, é tudo tão harmônico. Tem lugar estrelado que não sai um arroz bom, aqui a comida é DECENTE, DIGNA, a dignidade na gastronomia é aquele serviço que tem verdade, que tem entrega e tem sabor único. Podia ser só carne, mas é viver uma abundância: mais uma farofinha por favor e o dono trás. E a cebola assada… é brinde …
Brindemos o Mamilo e a Picanha, brindemos a Calabresa suculenta, brindemos a nossa pecuária baiana, é boi que vem de pertinho sem muita logística, sem desperdício, E não é que tem um boi de escultura lá no fundo ? As crianças adoram. Outra coisa interesante é o paisagismo, é cheio de pé de cacau dentro da churrascaria, não sei por que, mas eu amo isso, não esquecer jamais que estamos na terra do Cacau e do Chocolate. O preço? Nem tem preço o serviço que eles fazem, aqui tem valor, é a La Carte, vc escolhe seu espeto de 200g, 400g ou 600 g de carne e tudo virá delicioso, precinho em conta demais. E a higiene do lugar, ahhh , olhem as assadeiras de carne reluzindo de tão areadas, brilhando de tão limpas, os espetos também, todas as funcionárias de touca descartável, é um estabelecimento de alimentação que se importa com as coisas, com as pessoas e que eleva o alimento a outro patamar, não é só comer e se fartar , é DESFRUTAR.
Em tempo de BBB na TV, temos aqui em Ilhéus carne Boa, Bonita e Barata, num lugar Bom, Bacana e Baiano .
Já sabem né, pouca foto, para estimular seu cérebro preguiçoso ler e suas pernas caminharem até o Banco da Vitória, na BR 415, km, 07 e ir comprovar se estou sendo hiperbólica ou não.
Está preparando sua viagem para Ilhéus ? Ficou com vontade de provar essas delícia e ainda curtir boas praias? A gente estrutura um roteiro personalizado, só mandar um OI em nosso Whatsaap ou instagram e você quer economizar em sua hospedagem aqui no litoral da Bahia ? Clica em nosso link do airbnb e obtenha até 300 reais de desconto em sua primeira estadia. Desta forma todo mundo ganha e você ajuda a manter o blog ativo .
Eu sou bem taxativa sobre isso, ainda mais com minhas leituras de Paulo Freire: todo lugar é bom para criança viajar, a leitura do mundo ao seu redor sempre pode ser lúdica, basta os adultos terem boa vontade e se envolver.
Claro que em Ecoturismo temos de ver sobre segurança e desgaste físico, Cachoeira da Fumacinha não é lugar de criança pequena nem bebê, exceto se os pais e guias fizerem um grande pjanejamento.
Então vou falar sobre Iramaia e Mucugê que é uma casadinha TOP para quem está com crianças.
IRAMAIA
Cachoeira das Andorinhas chega de carro bem na berinha, é boa para todas as idades, quanto mais o público infantil e 60+, ou seja, perfeita para fazer piquenique, para levar crianças em segurança e fazer refeições; passar o dia inteirinho. Na Prainha do Dandara também. Mas não se esqueça que lixo orgânico se traz de volta e reciclagem também, nada de deixar lixo e restos de comida na cachoeira, seja Lixo zero você também, condição fundamental do viajante de ecoturismo é cuidar de seu lixo.
Iramaia tem guias de Ecoturismo com carro e pode te levar nos lugares mais distantes, como a Cachoeira do Licuri que fica 47 km do centro de Iramaia, divisa com Ibicoara e é uma delícia, é nível leve, mas crianças a partir de 06 anos vão, só ter um pouco de paciência. Inclusive tem a trilha por baixo, além da cachoeira Raízes e Escorrega, tudo ideal para os pequenos.
No Povoado da Raposa temos o most, tudo de bom, um riozinho que chega de carro, que é o Brejinho, ou Rio da Raposa, facílimo de localizar via estacionamento da Pousada Raposa(google) . Só deixar o carro, descer 10 degraus de escada de dormentes de trem, muito bonita e pronto, até piquenique é possível fazer e ficar o dia inteirinho, quarando no sol.
A imponente Cachoeira do Fundão é outro passeio fácil de ir por cima e por baixo com crianças. Por baixo, são cerca de 20 minutos em chão batido e mais 4 minutos por pedras, é só ter cuidado e vai dar tudo certo. Nosso guia Romário leva seu filho de 2 anos, ou seja, água com acúcar, mas como está numa propriedade privada precisa sim de guia acompanhando, apenas para o acesso, não tem taxa de entrada. São 225 metros de altura e poços deliciosos para banho, mesmo você achando que de longe não tem água, é ilusão de ótica, a água está sempre minando pelo aquífero fissural lá em cima.
Romário Chagas e Miguel de 2 anos – pai e filhoJurema e Miguel
As pinturas rupestres é outro passeio bem legal, são 30 minutos de caminhada na ida + 30 na volta,pense para maiores de 08 anos e tá tudo certo, muita água e um pouco de paciência que tudo dará certo. Crianças ficam deslumbradas e cheias de criatividade interpretando os desenhos milenares.
No Chalé das Mangabas situado no Povoado da Raposa , o jardim catingueiro é um incentivo às brincadeiras e ao conhecimento da fauna local, ficar em silêncio, ouvir os pássaros, ver as estrelas com telescópio, colher fruta do pé, tudo isso é absolutamente pedagógico e divertido, pra mim, melhor do que lugares de consumismo, é respirar a chapada com toda sua intensidade.
No Caminho para Mucugê ainda temos o Museu Igaraçu e o Circo Redondo com atividades culturais, a Tirolesa do buracão e a Toca do tatu com atividades variadas e passarinhada para iniciantes, e a Pizzaria artesanal no Bistrô A Camponesa e pastel de palmito de jaca ou coxinha, tudo que criança ama comer não é ?
Aliás a Cachoeira do Buracão em Ibicoara é água com açúcar para criança também, só avisar ao guia e se planejar, olha nosso amigo e condutor de ecoturismo Roney Aguiar da Radical Chapada com seu pupilo aí.
MUCUGÊ
Mucugê é muito proveitosa, por que a cidade caminha em ritmo lento, poucos carros, ruas de pedras, lojinhas, delícias como uma fábrica de chocolates finos para visitação, filarmônica, muita atividade cultural, festas juninas ideal para se divertir com crianças e também o festival de forró que tem muitas atividades pela manhã e tarde, alías é o melhor da festa é curtir tudo que acontece durante o dia. Hamburgueria e cafés com tortas saborosas, é ou não paraíso gastronômico para criança ? Tem restaurantes á kilo também para quem tem mais restrições.
Maria Amélia de 05 anos + seu pai Dr. Anderson BarretoMaria Amélia + Dra Adriane Barreto – Master Class de sanfona no festival de forró em Mucugê
De passeios, tem Cachoeira da Matinha com quadriciclo e o Parque Muncipal da Sempre Viva temn tudo num lugar só : cultura com o museu do garimpo, conservação ambiental e banho de cachoeira da Piabinha (sem trilha). Tudo de bom para quem tem bebê ou grávidas ou crianças de colo, poços pequenos e com água relaxante, e mais 1 km na frente com trilha bem leve, a Cachoeira do Tiburtino.
Ainda tem o turismo rural com Meliponários como Bee Origem Eco, Sítios de frutas Vermelhas como Sítio do Galera, Fazendas de café como Igaraçu, que recebem visitantes com agendamento prévio.
Colheita de mirtilos ou blueberry em Mucugê
E aí, empolgou de levar suas crianças e filhotinhos ???
Meus pais são geógrafos, Maria Lucia e Marialvo, ele Chapadeiro, ambos professores da UEFS, e idade nunca foi problema pra gente, desde a tenra idade subi e desci serra, com seus alunos e com amigos, cuidado apenas com o banho, NUNCA PULAR EM POÇOS OU DE CABEÇA, nunca pular sobre pedras, ter cuidado na passada, pés sempre firmes, respeitar as regras ambientais, ficar de olhos bem abertos, ouvir atentamente quem está guiando e pronto, leve seus filhos PARA TUDO MESMO.
E tem muito mais, se você quer um roteiro personalizado pela Chapada Diamantina, entre em contato pelo instagram @juremacintra ou pelo mail falecomjurema@gmail.com. Fazemos seu script dia-a-dia atuando como travel design.
Eu sei, você está aí feito doido no Google Maps para saber se é possível sair de Salvador e no mesmo dia ir para Fazenda Pratinha, curtir Por do Sol no Morro do Pai Inácio, dormir em Ibicoara para fazer Cachoeira do Buracão depois , néeeeeee
Recebi esse pedido estranho de uma viajante. Faço roteiros personalizados para os clientes do Chalé das Mangabas, por que está incluso na diária, contudo, surgiu a demanda de fazer roteiros para não-hóspedes também, ou seja, contratações avulsas, isso se chama Travel Design.
O Chat GPT também atrapalha muito soos turistas, um viajante sairia de Feira de Santana para Iramaia e o Waze mandou ele ir para Maracás e Contendas do Sincorá, uma loucura sem igual. E eu mesma que pedi um roteiro saindo de Ilhéus para Juazeiro e ele mandou ir por Vitória da Conquista. Isso tudo para dizer NÃO CONFIE EM APPS de mapas, nem “brogueiros” predatórios, nem em IA.
Chapada Norte é bem distante da Chapada Sul e eu sou adepta do Slow Travel, acho uma ganância das agências predatórias colocar turista para fazer check-in ou check-out todos os dias, dormindo em pntos diferentes, roteiros com 3 ou 4 atrativos para fazer mal feitos e sem curtir o mínimo, isso é um desserviço ao ecoturismo. Sou firme neste aspecto conceitual, Ecoturismo é momento de conexão com a natureza, é momento de entrelace com as águas, e desacelerar, e não de dar Chek em algum ponto turístico , tudo na agonia do tempo cronometrado, você sai de férias para relaxar e agência só te estressa com tanto horário engessado.
Feita toda esta explanação voltemos as dúvidas. A Chapada Diamantina tem 42 municípios, Tem o Parque Nacional e outras tantas unidades de Conservação Municipais e Estaduais, e tem gente que acha que em 5 dias vai ver “tudo”, vai ver pouca coisa e mal vista, vai ver tudo do carro e nas pressas. É isso que vai ver: muito chão e pouca diversão, e eu vi com meus olhos e tenho card para provar, que uma agência famosinha do Tocantins tá vendendo esse modelo de “circuito” aqui Chapada , 04 dias, 05 ou 06 dias de muito chão e POUCA DIVERSÃO, assim foi no Jalapão e não erre não, que na Bahia esse povo predatório não se cria.
O que não te contam é que em dias de festas como Carnaval e São João tem engarrafamento mostruoso na BR 324 e isso atrasa a viagem, que a BR 242 tem muita carreta de soja e isso atrasa a viagem, que a BR 242 é extremamete sinuosa e com vácuos sem internet, por exemplo, de Itaberaba até Seabra, são 160 km sem cidades, apenas 2 povoados e posto de gasolina, ou seja, vc tem de parar, abastecer, pedir senha de Wi-fi, se quiser alimentar um Waze dá vida, ou seja, tem um “deserto de informações digitais”, um vácuo por ali. Então você planeja um horário de partida e chegada e nem sempre dá certo.
Além disso a BR 242 é linda, vale parar no Morro do Pai Inácio, vale parar nos mirantes, em restaurantes, vc terá de abastecer, ir ao banheiro, isso aumenta o tempo de viagem. Que Jacobina é linda e é bem distante. Que Morro do Chapéu é viagem de 3 dias ou mais para curtir bem e desfrutar. Que Piatã tem mil lugares escondidos e é a cidade mais fria do Nordeste, que Seabra tem a maior feira da Chapada , que a Folia de Reis é de uma beleza sem igual.
Lençóis não é pertinho de Ibicoara, e Capão só asfatou agora, no mapa parece até perto ir para Mucugê via Guiné mas é estrada de chão e se chover ficará dificultoso. Itaetê é pequena e linda, mas jamais vá para o Buracão por dentro, o Waze vai te colocar em roubadas que nem o guincho chega, só carro traçado e com corda para te puxar, areão no meio do nada.
Sabe o que é legal e ajuda muito ? É conversar com a pousada que você reservou e pedir mais informações, é seguir as placas, é confiar em seu guia de ecoturismo, de preferência contrate antes de chegar que ele te guiará sobre as rotas. É difícil? Não. É só ser prudente e não achar que vai fazer 10 coisas em um único dia,
Para aqueles que gostam de um SCRIPT, de travel designer para sua Road Trip, um roteiro descritivo, dia a dia, é só nos contatar, pelo e-mail : falecomjurema@gmail.com ou pelo instagram @juremacintra a gente monta estratégia da hora que você sai de casa até a hora do retorno, com dicas de locais para café da manhã, almoço, janta, lojinhas, pontos estratégicos, melhor rota para unir os desejos do grupo ou casal, enoturismo, gastronomia de excelência.
Eu sou Jurema Cintra, Chapadeira, nascida em Seabra, tenho uma morada em Iramaia e amo viajar, outra paixão é ajudar os turistas e curtirem muito mais suas viagens com planejamento e muito respeito às comunidades locais.
Acredito que quase toda cidade tem aquele cantinho preferido dos sorvetes, e Ilhéus também é assim.
A sorveteria Ponto Chic, que já passou por aqui em outro post é a mais antiga e mais tradicional, em funcionamento desde 1952. Isso mesmo, mais de meio século servindo sabor. Além das casquinhas tradicionais, como as de frutas de Mangaba, Pitanga e Tamaraindo, que são minhas preferidas, ainda é possível tomar um banana split e o palhacinho, essas coisas de antigamente que aqui serve “desde sempre”. Tudo ali ao lado doTeatro Municipal, show + sorvete combinam em Ilhéus, Teatro + Sorvete também. Protesto na Praça do Teatro termina em sorvete, a missa na Catedral de São Sebastião termina em Sorvete no Ponto Chic e por aí vai .
Por décadas a Pontochic reinou, até que chegou PÉRICLES, um eletricista que consertava televisão e vendia picolé na janela de casa e que cresceu tanto que a sua rua no bairro Pontal ficou pequena. Atualmente Péricles virou uma franquia e seu fundador não eestá mais entre nós, contudo deixou um legado dos sabores ABACAXI COM PEDAÇOS E CHOCOLATE COM PEDAÇOS. Tanto o picolé quanto esses dois sabores de sorvetes são bons demais, tem gente que traz cooler ou isopor de casa para levar muitos péricles . E COCO,? provem sorvete e picolé de coco na Bahia, é diferenciado.
Daíiiiiiii…… que surge uma Concorrente, também no bairro Pontal , a SABOR GELLATO , não sei ao certo a história, mas dizem as lendas urbanas que tem uma rixa de família. E a Sabor Gelatto surge com sabores como Sorvete de Mel de Cacau, de Abacate, de tapioca (esse tem em toda Bahia). Mas sorvete de Mel de cacau, é demais para mim que sou a “louca ” do Mel de cacau e já escrevi até poema, só clicar aqui e ver o tamanho da paixão.
A BOMBOM tem uma fábrica e loja imensa na zona norte na Barra. Confesso que não curto esses sabores de tuti-fruti, morangos e etc, mas as crianças amam, e tem preço competitivo, assim a Bombom ganha mercado em toda cidade e região.
Só vou colocar esta fotinho de sorvete de pitanga com chantily artesanal do Ponto Chic para dar água na boca e você vir provar sorvete neste calor imenso da Bahia.
Veja mais dicas culturais e de boa gastronomia em nosso Instagram @juremacintra
Quem não sonha com um lugar lindo e paradisíaco para aquele descanso pós-casamento ? A Lua de Mel é um momento muito especial e os destinos na Bahia sempre estiveram associados à praia, pois anuncio que estamos em franca mudança de território.
No Chalé das Mangabas, na Zona Rural do município de Iramaia, uma cachoeira de 225 metros sela o amor de noivos, namorados e casais apaixonados.
Com uma paisagem estonteante da Chapada Diamantina Sul, o Chalé é todo preparado pelos moradores com itens de Luxo para momentos inesquecíveis.
1- Decoração romântica personalizada;
2- Buquê de flores naturais, ou de fitas de seda, ou de bombons;
3- Espumantes brasileiros selecionados;
4- Cesta de frutas da agroecologia;
5- Kit banho especial com cosméticos de uva;
6- Refeições feitas de forma artesanal e com itens da agricultura familiar;
7- Cesta de café da manhã decorada;
8- Café de altitude orgânico.
A banheira de imersão com vista para Cachoeira é o ponto alto da hospedagem, incluindo sais de banho e rende fotos dignas de premiações.
FOTO: George Luz – parceiro/ Modelo : Larissa
O pacote romântico são 2 diárias para contemplar e desfrutar do Povoado da Raposa, na Chapada Diamantina, região próxima ao Parque Nacional, banhadas por rios, cachoeiras, pinturas rupestres, grutas e cavernas e muita cultura popular como o Terno de Reis, Samba de Roda, Casas de Farinha que guardam modo tradicional de vivência do povo Chapadeiro. Tranquilidade, silêncio, romantismo, o foco é o bem-estar total dos visitantes.
Conforto, luxo, natureza e turismo rural de base comunitária, é a proposta do empreendimento. Atuando numa rede econômica virtuosa, os moradores ainda oferecem serviços extras como Massoterapia e Aquaterapia, com relaxamento na Cachoeira , Ensaio Fotográfico Romântico no próprio Chalé das Mangabas e trilhas para desfrutas dos atrativos naturais como a Cachoeira do Fundão por cima, por baixo, Cachoeira do Licuri, Cachoeira da Vendinha e Pinturas Rupestres.
A permanência pode ser estendida com aquisição de mais diárias com preços que variam entre final de semana e descontos em dias de semana, exceto feriados.
Já se imaginou de branco, com esse monumento que é a Cachoeira do Fundão quando chove ?
Reservas via email e telefone: chaledasmangabas@gmail.com ou 073-991128849
Sempre que viajo para qualquer lugar fico naquele desejo de comer o que é típico, as frutas endêmicas, os “achadinhos”.
Sinto que falta despertar esse desejo aos viajantes do Sul da Bahia, então vamos listar as delícias que geralmente só achamos aqui, ou que ganhou morada permanente em Ilhéus e vale cada garfada:
1- Mel de Cacau e todos os seus derivados, drinks, geleias, melaço, tudo mesmo;
2- Chupar o fruto do cacau, é tão doce e ácido ao mesmo tempo, eu amo;
3- Caranguejo;
4- Lambreta (concha, um molusco bem típico da Bahia, tem opções aferventada com caldo ou grelhada na chapa;
5- Catado de Aratu, é um catado do crustáceo chamado Aratu, um caranguejo menor e roxo, que vive no meio das árvores do manguezal, saborosíssimo;
6- Biribiri, é uma fruta indiana(quase morro ao descobri), mas é muito utilizada em drinks, saladas, moqueca, pra tudo se usa biribiri, como se fosse um limão;
7- Peixe Sororoca, ahhhh , se você nunca provou vai adorar;
8- peixe Robalo, este é mais comum, contudo pescado do dia e sem congelar, é um frescor sem igual;
9- Jambo;
10- Jaca;
11- Abiu;
12- Pinha do Cacau;
13- Muapen – outro molusco endêmico daqui no Sul da Bahia;
14- Beiju de Puba assado na palha de banana, é comida indígenas, faço compra semanal na feira livre;
15- Beiju de coco molhadinho, na palha de banana;
16- Acarajé, sim, temos excelentes baianas, minhas preferidas são Judith na Praça São João Batista no Pontal e Cecília, na Avenida Lomanto Junior, próximo do Pontal Praia Hotel;
17- Cocadas, sim, são tantos sabores deliciosos , tem as inovações e tem as tradições, como a de cacau;
18- Alferes- é um docinho que adoramos comer na praia;
19- Ostra crua na praia … eu amo, e me jogo mesmo;
20- Caruru e vatapá;
21- Comida libanesa, aqui tem muitos descendentes, então a comida “árabe”, ou libanesa são de excelente qualidade;
22- Cuscuz de milho, sim comemos muito no litoral também.
23- Sucos de frutas como graviola, cupuaçu, pitanga, acerola, mangaba, cacau, tudo da fruta puríssima, suco na Bahia é uma “benção’;
24-Guaiamun – caranguejo azul, existem regras rigorosas, e vale a pena comer onde é permitido;
25 – PITU – êita, deixei por último por que dá água na boca comer este camarão de água doce com influência do mar, endêmico do Sul da Bahia, uma iguaria sem precedentes, eu sou apaixonada por completo.
Não tem foto, por que preciso deixar vocês na vontade de olhar, provar, deliciar e só sensorialmente sentir isso. tem muitos posts aqui neste blog na sessão Ilhéus. tem indicações de ótimos lugares para comer tudo isso, são 25 motivos de você comer bem, gostoso e com muita cultura carregada na mesa, são homens e mulheres do campo que guardam saberes preciosos; são pescadores e marisqueiras que trazem a riqueza do mar com suas mãos habilidosas, valorizem a nossa culinária grapiúna.
O Turismo de Experiência e Turismo Rural em Ilhéus não para. As vezes fico com raiva de mim mesma, em ter demorado tanto de entrar naquele ramal de estradinhas.
Num domingo pela tarde, através do site https://www.mendoachocolates.com.br/visite-a-fabrica agendei tudo on line . Eu precisaria atender clientes em Uruçuca às 11:00 na segunda-feira, e assim partiria cedinho para a fábrica da Mendoá, a visitação tem horários variados, e o primeiro é 08:30, bem na estrada entre Ilhéus e aquela cidade vizinha.
Logo cedo, recebi uma mensagem atenciosa, a atendente de WhatsApp, confirmava se eu iria mesmo e passou recomendações, roteiro rodoviário com mapa, profissionalismo que já me encantou.
Também estava presente, aquele engarrafamento chato entre o Parque Infantil e o Iguape, que só uma gestão eficiente mesmo de trânsito para resolver, usem Waze em Ilhéus por que esta cidade no Sul da Bahia engarrafa às 07 horas da manhã, em várias ruas, até mesmo no centro industrial.
Segui pela BA 262 e lá encontrei o ramal com 1 placa: Mendoá, tudo bem sinalizado, 1,8 km de chão, mas em bom estado, as outras placas e uma grande casa mostravam que eu tinha chegado, ansiosa pela visita a sexta Fazenda de Cacau aberta ao turismo no currículo, e, que venham muitas outras pela frente(aceito convites hein).
A personagem desta história é uma moça jovem gentil , com tranças bucólicas chamada Eliane. Logo percebi que às 08:30 apenas eu tinha marcado essa aventura rural nas terras grapiúnas. Posso dizer, um tour mega-ultra-super privativo, mas por mera coincidência, era segunda-feira e bem cedinho. Mas ideal para quem tá com criança e quer começar cedo as atividades de lazer para depois ainda curtir praia.
Estacionei dentro da Fazenda, e que fazenda… minha gente, quando adentrei o portão, já fiquei boquiaberta, que empreendimento gigantesco era esse que eu só via nas redes sociais ?
Fui no banheiro me “ajeitar”, que banheiro lindo, que pia, que tudo, sei não, eu já estava ali fotografando e pirando, querendo copiar para minha casinha.
Guarda-chuvas, uma loja linda, 2 vídeos curtinhos bem explicativos e bem focados, e a Eliane, poço de gentileza. Uma manhã de duas mulheres confabulando sobre cacau e turismo, ou seja, uma manhã perfeita. Vi o viveiro e as mudinhas de cacau, como a Fazenda é bem antiga, com mais de 100 anos de existência, não tem tanta reposição de pés de cacau mais jovens com frequência, mas é lindo ver as mudinhas brotando de sementes tão preciosas
Seguimos pela estrada a pé para conhecer a CABRUCA, esse sistema agroflorestal que une cacau e Mata Atlântica e como é maravilhoso ficar debaixo das grandes árvores, toda aquela explicação sobre a lavoura e sobre a colheita, as tradições e chegou outro funcionário com 3 frutos de 3 espécies diferentes. Sou suspeita, por que amo chupar o fruto do cacau desse jeitinho, doce e cítrico simultaneamente. Pra quem nunca provou, não tem gosto de chocolate … ahhh… pois é … venha sentir, cheiram provar e viver isso. Eu amo chupar cacau, é terapêutico.
Burrinhos passando, barcaça abrindo, êpa, o que era aquilo ? Eu nunca tinha visto uma Barcaça tão grande, daí eu soube QUE É A MAIOR BARCAÇA DE SECAGEM DE CACAU DO MUNDO INTEIRO e estava cheinha de Sibila para virar ração de peixe, sustentabilidade é isso, conhecer e aproveitar tudo dentro do processo produtivo. Cacau é demais . E você incauto que não conhece Sibila, é o miolo que as sementes ficam presas, os “cabinhos” que prendem cada sementinha com a polpa, é doce, massuda e gostosa.
Eliane me mostrou toda parte de inovação na secagem, na fermentação, e as tradições também. Vejam abaixo a diferença de um cacau bulk para fino, a qualidade se vê a olho nu, e aqui na fábrica só entra o FINO, já essas caixas ai do mercado, é cacau de bulk, em que quantidade vale mais que qualidade.
E a tão esperada fábrica. Para minha surpresa não pode filmar, mas posso relatar. Fábrica de chocolate é de uma higiene grande viu, tem de usar propé, touca, máscara, higienizar mãos com álcool e, olhe que só iríamos ver pelos vidros. Todas as máquinas estavam funcionando em perfeita atividade, isso é bom demais, é vida real, é produção real, é experiência cultural e sensorial real. É muita tecnologia para secar, torrar, moer, fazer a base 100% , temperar, conchagem, até a receita final, é coisa pra caramba e vale cada quilômetro rodado pra ver isso, se bem que a fábrica é pertinho da cidade de ilhéus, é zona rural, quase zona urbana.
Sai da fábrica encantada com tanto empenho, com o maquinário de dobras e embalagem, tudo automatizado, e a Mendoá desponta no mercado corporativo com tablets de 5g, aqueles pequeninos, que recebemos em hotéis, festas e eventos, muitos são deles e você nem sabia, por que a Mendoá personaliza.
Timos todos os paramentos de higiene e vamos para lojinha, daí a conversa com a Eliane já estava bem aprimorada, ela é uma jovem que fez Faculdade na região, se especializou em cacau, estagiou na empresa e está galgando carreira, recebendo e acolhendo os turistas; nenhuma pergunta deixou de ser respondida, um orgulho de ver as mulheres na linha de frente do turismo rural, moradora dos arredores, isso significa que a empresa valoriza o entorno e a comunidade, até creche tem lá dentro.
A parte tão esperada, degustação e comprinhas, e daí que digo, fazenda de Cacau é igual passeio de vinícola, você quer mais e mais, por que o chocolate tem terroir e isso é a mágica do chocolate fino Bean to Bar, ou Tree to Bar da Mendoá, da árvore à barra. Do campo até sua mesa é a mesma empresa valorizando a terra, as pessoas e o nosso paladar.
Estou absolutamente encantada com a barrinha de 60% com coco queimado, de leite de coco, óleo de coco e lascas de coco, vegano, macio e saboroso, mais um para listinha de preferidos da Jurema. Eu não entendia nada de chocolates nem de vinhos, e ainda não entendo, mas eu provo e estudo, sou uma apreciadora constante, uma curiosa e admiradora do trabalho dos chocomakers que dão show aqui no Sul da Bahia. Vida Longa à Mendoá. Passeio para dia de chuva ou sol, usa um tênis e vai se deliciar e leve ecobag para as comprinhas, tem de tudo, de souvenir , cookies, doce de leite com nibs à chocolates finos.
Entre 40 e 50 minutos do Centro de Ilhéus você vai encontrar um espaço aconchegante, pessoas gentis e chocolates finos saborosos.
Como você sabem, todos os posts aqui são minhas avaliações pessoais e refletem a realidade que vi,
Passeio custa R$80,00 para adulto, com degustação em agosto de 2025 e fiz de carro próprio, é fácil pegar Uber ou Táxi para ir, mas para voltar deixem pré-agendado ou contate nossos maravilhosos clientes taxistas Valdemir(073-991078564) ou Madureira(073-999818910), pois é, táxi em Ilhéus dá certinho com o turismo, são pessoas responsáveis e nativos, levarão com segurança, você e sua família para aventuras grapiúnas e voltarão em segurança, claro que depois é almoçar em BOBÔ, aquela moqueca marota que já falei aqui também.
Já veio em Ilhéus ? Pois vale repetir e ir em outras Fazendas e ter outras experiencias sensoriais.
Viajar é se emocionar, pelo menos para mim. Eu gosto de chamar as pessoas pelo nome, desde um garçom até o dono do restaurante, gosto de olhar nos olhos, ir na feira livre, fazer perguntas e sentir o povo.
Povos, o Brasil é um país de povos, de comunidades rurais tão diferentes e vibrantes, que, ir ao seu encontro é uma atividade quase infinita. Recebi um desses convites para ver um povo, até então, para mim, desconhecido, um povo brasileiro cheio de sorriso largo, que vive bem distante, e que guarda memórias em sua culinária, roupas, brinquedos, arquitetura.
A convite do SEBRAE – Santa Catarina e da Abractur, participei da FAMTOUR Rota Encantos do Planalto Norte Catarinense; pois é, viajar tem desses mistérios, ir para um lugar que eu nunca tinha ouvido falar, nem sobre geografia, clima, cultura, nadinha, nadinha, nadinha, e essas descobertas é o que me move, chegar com coração puro, mente vazia, e só receber, receber e o quanto essas pessoas tem para dar, chega dá vontade de chorar. Viajar é se emocionar com o tamanho da partilha, com o calor do encontro, com o colorido dos sentimentos e o azul dos céus das matas de araucária.
Eu carrego nome de árvore, Jurema, planta catingueira e resistente, e, a araucária me traz uma similaridade significativa, único pinheiro brasileiro que resiste heroicamente a todo tipo de devastação ambiental desde 1500. Desde o momento que cheguei via aeroporto de Curitiba eu fico olhando de forma insistente para suas copas largas, olho e olho para cima, como se ali, eu fosse uma criancinha e ela minha grande avó, como a personagem Mafalda, que olha pra cima para falar com adultos, eu sinto que essas árvores dialogam comigo, e os encantados que as cercam, não por acaso eu sou Jurema ao CUBO, por que até meu Orixá é Iroko, a grande árvore.
No caminho para Papanduva, mais e mais encantados verdes, mais e mais encontros. Com os colegas de FAMTOUR tive conexão imediata, pessoas que contam histórias e estórias e assim nos estimulam neste movimento. Viajar é movimentar-se , é imigrar por alguns dias, para locais distantes e se abrir ao novo, provar o novo, experimentar o novo, ao ponto de transformar o simples, em incrível.
Uma geleia de tangeriana é tão simples, mas, é incrível colher as bergamotas, assim são chamadas este cítrico, sob a neblina densa e pesada nos campos rurais de Itaiópolis. Uma paisagem daquelas que a gente aqui do Nordeste só vê em filmes, é adentrar pelo plúmbeo das gotículas , respirar o ar gélido e se deliciar com o frescor e azedinho da tangerina. Uma foto ou vídeo nunca serão capazes de expressar este sentimento de abundância dos frutos generosamente oferecidos no sítio Ebenezer.
Uma geleia de amora, é tão simples, não fosse a incrível história de uma mulher agricultora que teve a coragem de plantar e colher frutos até na política, uma família sozinha cuidando das ovelhas, do pasto, da horta, da agricultura de frutas vermelhas, e da recepção dos turistas como foi no Sítio Campina em Monte Castelo.
Uma pintura de um galinho colorido na parede é tão simples, não fosse a incrível habilidade de uma família de descendentes de poloneses em guardar receitas de seus antepassados por mais de um século, não fossem as mãos artísticas que pintam artes visuais por toda uma comunidade, seja na restauração do Museu e da igreja, e também nas artes culinárias, como foi no Pierogarnia Lis, pequeno e imperdível restaurante em Alto Paraguaçu em Itaiópolis, altíssima gastronomia tradicional. A incrível saga desta família que nos faz acreditar que sim, o interior do Brasil tem charme tão brasileiro, por que é essa diversidade que o faz tão rico.
Um chazinho é uma coisa simples, não fosse a incrível saga de manter viva a tradição indígena da erva mate, da agricultura regenerativa que os produtores estão a cada dia com mais empenho, como vi em Canoinhas. Gelado, frio, chimarrão, tereré ou picolé, erva mate é uma unanimidade, nas praias do Sudeste, no Sul , nas fronteiras e no Nordeste.
É emocionante o empenho das mulheres “faca na bota” para o bem receber, o bem servir, o bem abraçar, cada descida do ônibus era um carinho, um afago, um presente, um chamego, é um povo que vê a vida mudar por causa do turismo rural e do turismo regional, agora só falta o resto do país conhecer o norte de Santa Catarina, o turismo é agregador, o turismo de experiência faz com que olhemos nos olhos e sintamos as emoções, nos faz partilhar a mesa e o pão com os diferentes, num tempo de tanta polaridade extremista e burra, o turismo rural celebra a PLURALIDADE QUE VIBRA, que expande, que abraça.
O olhar simples e gentil da Cris, minha companheira nestes dias gélidos, o olhar determinado da Cintia e da Gláucia, as turismólogas responsáveis técnicas pelo evento, o olhar atencioso do nosso motorista, e de tantos trabalhadores, artistas, artesãos, que transformaram esta FAMTOUR de um acontecimento simples em incrível. Olhar, sentir, provar, viver, a Rota Encantos do Planalto Norte é isso. Olhares que acolhem.
Estendo estas palavras para todas as mulheres rurais, de todo o país, que abrem suas casas e pequenas propriedades para receber turistas, de norte à sul. Desejo que elas recebam com igualdade de oportunidades os investimentos turísticos e econômicos, que elas tanto precisam para que cada dia possamos sentir mais e mais vontade de viajar e com muito mais dignidade para todos.
Entre pés de juremas e araucárias sigo feliz por estes caminhos verdes do Brasil.